Pesquisadores ficam chocados ao encontrar um “oásis vibrante” de criaturas químico-alimentadas a impressionantes 9.533 metros de profundidade

Uma descoberta deslumbrante está deixando a comunidade científica em êxtase: durante uma série de mergulhos realizados na fossa Kuril‑Kamchatka, no noroeste do Pacífico, pesquisadores encontraram — a 9.533 metros de profundidade — uma comunidade aquática que vive completamente no escuro, alimentando‑se de compostos químicos, numa verdadeira “oásis vibrante”, como descreveu parte da equipe científica. Essa é a comunidade quimiossintética mais profunda já documentada, cerca de 25% mais profunda do que o recorde anterior.

O que torna essa descoberta tão surpreendente?

  • Os pesquisadores, liderados pelo Instituto de Ciências e Engenharia das Águas Profundas da Academia Chinesa de Ciências, usaram o submersível tripulado Fendouzhe para explorar o zone hadal, caracterizado por frio extremo, escuridão total e atividade tectônica intensa.
  • As comunidades descobertas são dominadas por vermes tubulares (tube worms) vermelhos, cinzas e brancos, além de moluscos bivalves quase brancos — muitos deles aparentando ser espécies ainda desconhecidas. Também foram observados organismos não-quimiossintéticos como pepinos-do-mar, anêmonas-do-mar e vermes colheres.
  • Essas criaturas obtêm energia por meio da quimiossíntese, convertendo substâncias como hidrogênio sulfeto e metano em alimento, numa cadeia ecológica que dispensa totalmente a luz solar. É um ecossistema que desbanco os limites anteriormente conhecidos sobre onde a vida pode existir.
  • Impactos científicos e implicações maiores
  • Vida além do possível – Essas comunidades sobreviver em condições extremas de pressão e escuridão total expande nossa compreensão de habitabilidade biológica.
  • Para além da Terra – Descobrimentos assim alimentam especulações científicas de que ambientes com características semelhantes (como luas geladas que contêm oceanos subterrâneos) também poderiam abrigar vida.
  • Mudança de paradigma na biologia marinha – Anteriormente, acreditava-se que a vida marinha em grandes profundidades era escassa. Este achado mostra ecossistemas densos e diversificados em profundidades jamais exploradas.
  • Detalhes da expedição
  • A missão foi executada em regiões geologicamente ativas — as fossas Kuril‑Kamchatka e Aleutiana — usando o submersível Fendouzhe. A equipe percorreu mais de 2.500 km de extensão de comunidades quimiossintéticas em profundidades que variavam de 5.800 m até os impressionantes 9.533 m, conforme relatado pela revista Nature.
  • O que vem pela frente?
  • Essa descoberta não fica apenas como curiosidade científica — ela redefine nossos modelos sobre a profundidade máxima em que a vida pode prosperar, influencia teorias sobre o ciclo do carbono no fundo oceânico e abre caminho para futuras explorações tanto na Terra quanto no espaço.
  • É o tipo de revelação que desperta a curiosidade — e a esperança — de que, mesmo nos lugares mais inóspitos, a vida sempre encontra um modo de florescer.

Similar Articles

Comments

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Instagram

Most Popular